Na última quarta-feira (8), um pai fez um relato emocionante ao salvar a filha de apenas oito dias das enchentes em Porto Alegre. Diante de um cenário devastador, Patrick conta ter usado uma mochila para proteger a filha Lara enquanto escapava da água pelo telhado da casa.
Ele teria buscado Lara no segundo andar de casa. Lá forrou uma mochila para que ela não se machucasse e ficasse segura.
“Abracei a mochila com uma mão e a outra usava para me locomover. Foi o único jeito. Era muita água. Se ela caísse dentro da água, não ia ter o que fazer. Foi o jeito que eu achei. Usar a mochila pra passar por cima do telhado”, relatou Patrick.
Patrick, a esposa Joyce e Lara, agora com 12 dias de vida, estão seguros em um dos 124 abrigos disponibilizados pela prefeitura de Porto Alegre. Por outro lado, o futuro é imprevisível, pois as inundações na Capital deixaram a família desamparada.
“Não temos nada. A água tomou conta de toda a casa. Passamos por duas enchentes. As outras não foram tão agressivas, mas agora não temos nada. A única coisa que a gente tem é um colchão e um pouco de roupa”, contou Patrick.
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Pessoas que tiveram que abandonar suas casas devido à chuva dividem acampamento montado em Porto Alegre — Foto: Andre Penner/AP
O mais recente boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul manteve em 100 o númro de mortos em razão dos temporais que atingem o estado. A atualização das 18h desta quarta-feira (8) aponta que há outros 2 óbitos sendo investigados. O estado registra 130 desaparecidos e 374 feridos.
Há 230,4 mil pessoas fora de casa. Desse total, são 67,4 mil em abrigos e 163,7 mil desalojados (pessoas que estão nas casas de familiares ou amigos). O RS tem 425 dos seus 497 municípios com algum relato de problema relacionado ao temporal, com 1,476 milhão de pessoas afetadas.
G1