Senado dos EUA vota por proibir Trump de fazer novos ataques na Venezuela sem autorização do Congresso

US Flag flying on the Capitol Building in Washington DC.

Em votação prévia com o apoio de parlamentares governistas nesta quinta-feira (8), o Senado aprovou por 52 votos a 47 uma resolução que proíbe a atuação das Forças Armadas contra a Venezuela sem autorização do Congresso. A votação aconteceu em caráter simbólico, ainda passará por outras instâncias e será levada ao plenário do Congresso.

A medida ganhou força para ser votada após o ataque militar estadunidense à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro. A aprovação sinaliza a reprovação bipartidária à condução da política externo do presidente dos EUA, Donald Trump.

Cinco senadores republicanos — Rand Paul (Kentucky), Lisa Murkowski (Alaska), Susan Collins (Maine), Todd Young (Indiana) e Josh Hawley (Missouri) — deixaram as diferenças partidárias de lado e se uniram aos democratas para apoiar a resolução.

Iniciativa do senador Rand Paul, a resolução pede o fim imediato das agressões estadunidenses à Venezuela e impõe a condição de aprovação prévia do Senado para ações militares.

O senador pelo estado de Nova Jersey, Andy Kim, usou a rede social X para comentar a votação. “O Senado acaba de aprovar uma votação bipartidária que reflete a profunda preocupação pelas contínuas ações militares na Venezuela. Os estadunidenses não querem que controlemos a Venezuela e merecem que suas vozes sejam ouvidas.”

Enquanto Washington discute os limites das suas ações, Caracas segue reafirmando a soberania nacional e reforça que a política externa e a segurança nacional são assuntos exclusivos do povo e do governo venezuelano. A mobilização popular na Venezuela segue firme e, além de pedir a imediata libertação de Maduro, reafirma que nenhum agente externo vai tomar decisões ou impor destinos ao povo venezuelano.

CNN

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